Tudo É Lícito, Mas Nem Tudo Me Convém

Reza August 26, 2021
Todo me é lícito mas não tudo convém IMAGENS BIBLICAS

A frase “tudo é lícito, mas nem tudo me convém” é uma citação bíblica que se encontra no Novo Testamento, mais especificamente na primeira carta de Paulo aos Coríntios, capítulo 10, versículo 23. Essa passagem traz uma reflexão sobre a liberdade cristã e como ela deve ser exercida.

O que significa “tudo é lícito, mas nem tudo me convém”?

Em termos gerais, essa frase significa que, como cristãos, temos liberdade para fazer muitas coisas, mas nem todas elas são benéficas para nós mesmos ou para os outros. A liberdade cristã não é uma licença para fazer o que quisermos, mas deve ser exercida com responsabilidade e sabedoria.

No contexto da carta aos Coríntios, Paulo estava falando sobre o consumo de alimentos oferecidos a ídolos. Alguns cristãos de Corinto achavam que não havia problema em comer esses alimentos, já que os ídolos não tinham poder algum. Mas Paulo alerta que, embora isso seja verdade, se os cristãos comessem esses alimentos em público, poderiam causar escândalo ou ofender a consciência de outros irmãos que ainda não haviam compreendido essa questão. Portanto, ainda que fosse lícito comer esses alimentos, não era conveniente fazê-lo em determinadas situações.

Como aplicar essa frase na minha vida?

A frase “tudo é lícito, mas nem tudo me convém” pode ser aplicada a diversas situações da vida cristã. Aqui estão alguns exemplos:

1. Na escolha de atividades e entretenimento

Como cristãos, temos liberdade para escolher como usamos nosso tempo livre e o que fazemos para nos divertir. No entanto, nem todas as atividades são saudáveis ou edificantes para nós ou para os outros. Por exemplo, assistir a filmes ou séries com conteúdo violento ou sexualmente explícito pode afetar negativamente nossa mente e corromper nossos valores. Participar de fofocas ou mexericos pode ferir a reputação das pessoas e causar divisão na igreja. Portanto, devemos avaliar cuidadosamente as atividades que escolhemos e considerar se elas são benéficas para nossa vida espiritual e para a comunidade cristã.

2. Na conduta sexual

A sexualidade é uma área em que a liberdade cristã é frequentemente mal interpretada. Como cristãos, acreditamos que o sexo é uma dádiva de Deus a ser desfrutada dentro do contexto do casamento. No entanto, nem todas as práticas sexuais são saudáveis ou edificantes para o casal ou para a sociedade em geral. Por exemplo, a pornografia é uma prática que pode levar à dependência, à desumanização do outro e à perpetuação de uma indústria que explora e objetifica as pessoas. A infidelidade conjugal traz dor e destruição para o casal e para a família. Portanto, devemos buscar condutas sexuais que sejam saudáveis, respeitosas e edificantes para nós e para os outros, e evitar práticas que nos afastem do propósito de Deus para a sexualidade.

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3. Na convivência com outras pessoas

A liberdade cristã também se aplica à nossa relação com outras pessoas. Temos liberdade para escolher nossos amigos, nossa profissão, nossas atividades sociais etc. No entanto, nem todas as pessoas ou situações são benéficas para nós ou para nossa vida espiritual. Amizades que nos levam a pecar, ambientes profissionais que nos exigem a prática de coisas ilegais ou antiéticas, eventos sociais que nos expõem a tentações etc. são situações em que devemos avaliar se a liberdade que temos é conveniente ou não. Devemos buscar conviver com pessoas que nos ajudem a crescer em nossa fé e a nos tornarmos melhores seres humanos.

Conclusão

A frase “tudo é lícito, mas nem tudo me convém” é um lembrete importante para os cristãos de que a liberdade não é uma licença para fazer o que quisermos, mas deve ser exercida com responsabilidade e sabedoria. Devemos avaliar cuidadosamente as escolhas que fazemos em diversas áreas da vida e considerar se elas são benéficas para nós e para os outros. A liberdade cristã não é um fim em si mesma, mas deve ser utilizada em prol do bem comum e da glória de Deus.

FAQs

1. Essa frase significa que não podemos fazer o que quisermos?

Não exatamente. Como cristãos, temos liberdade para escolher muitas coisas, mas essa liberdade deve ser exercida com responsabilidade e sabedoria. Nem todas as escolhas são benéficas para nós ou para os outros, e devemos considerar cuidadosamente as implicações de nossas escolhas.

2. Como saber se uma escolha é conveniente ou não?

Essa é uma pergunta que não tem uma resposta única, pois depende do contexto e das circunstâncias. Em geral, podemos avaliar se uma escolha é conveniente ou não considerando se ela é saudável, edificante e benéfica para nós e para os outros. Devemos também considerar se ela está de acordo com a vontade de Deus para nossa vida.

3. A liberdade cristã é a mesma coisa que libertinagem?

Não, a liberdade cristã não é a mesma coisa que libertinagem. A libertinagem é o uso irresponsável da liberdade, sem levar em conta as consequências de nossas ações. A liberdade cristã, por outro lado, é a capacidade de escolher o que é bom e justo, com base nos valores e princípios cristãos, e de agir de acordo com essas escolhas.

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Reza Herlambang

Eu sou um escritor profissional na área de educação há mais de 5 anos, escrevendo artigos sobre educação e ensino para crianças na escola.

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