"Se Eu Morresse Amanhã" De Alvares De Azevedo

Reza April 24, 2021
POEMA Se Eu Morresse Amanhã Álvares de Azevedo por Paulo Autran

Introdução

“Se eu morresse amanhã” é um dos poemas mais conhecidos do escritor brasileiro Alvares de Azevedo. A obra foi publicada em 1852, no livro “Lira dos Vinte Anos”, que reúne diversas poesias escritas pelo autor quando ele ainda era muito jovem. Através deste poema, Azevedo expressa seus sentimentos de melancolia e tristeza, além de reflexões sobre a morte e a vida. Neste texto, iremos analisar o poema em detalhes.

Análise do poema

Primeira estrofe

A primeira estrofe do poema é a seguinte: “Se eu morresse amanhã, viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã; Minha mãe de saudades morreria E meus amigos chorariam sobre mim.” Nesta estrofe, o poeta expressa a ideia de que, se ele morresse amanhã, ao menos teria a certeza de que sua irmã estaria presente para fechar seus olhos e que sua mãe sentiria falta dele, morrendo de saudades. É possível perceber, também, que os amigos do poeta chorariam por sua morte. Nota-se, portanto, que o autor se preocupa com as pessoas que o cercam, mostrando uma sensibilidade em relação aos sentimentos alheios.

Segunda estrofe

A segunda estrofe do poema é a seguinte: “Mais além desta vida em que tanto tenho Que sofrer sem um queixume sequer, Se lá nesse infinito eu vos visse, amigos, Eu vos diria adeus, adeus, irmãos.” Nesta estrofe, o poeta faz uma reflexão sobre a vida após a morte. Ele afirma que, além desta vida, há um infinito a ser explorado. Ele também menciona seus amigos, dizendo que, se os encontrasse após a morte, se despediria deles com um adeus. É interessante notar que o poeta não se preocupa tanto com a própria morte, mas sim com a possibilidade de reencontrar aqueles que ama após a vida terrena.

Terceira estrofe

A terceira estrofe do poema é a seguinte: “Eu possa me lembrar!… Mas, triste sorte! Se ao menos me lembrasse que existi… Mas eu nem isso… Eu nada!… Além do túmulo Que resta a um pobre ser? – Nada, não, nada.” Nesta estrofe, o poeta revela uma tristeza profunda em relação à sua própria existência. Ele se pergunta se, após a morte, ainda se lembrará de sua vida e de quem ele foi. Ele afirma que, caso não se lembre, não restará nada além do túmulo, o que mostra uma visão pessimista em relação à morte e à vida.

Quarta estrofe

A quarta estrofe do poema é a seguinte: “Ah! Tudo é vão, tudo é mentira, amigos, Não há nada melhor que o amor! E eu que disse: ‘O amor não é nada, Que o mundo é vil, que o homem é um nada!'” Nesta estrofe, o poeta faz uma reflexão sobre o amor e a vida. Ele afirma que o amor é a única coisa que realmente importa, e que tudo o mais é vão e mentira. É interessante notar que, anteriormente, o poeta tinha uma visão muito pessimista sobre a vida e sobre as pessoas, dizendo que o homem é um nada. Aqui, ele se corrige e afirma que o amor é o que realmente importa.

Quinta estrofe

A quinta e última estrofe do poema é a seguinte: “Se eu morresse amanhã, talvez um louco De amor por mim se enlouqueceria… Talvez… as jovens que amei, chorando, Diriam aos amigos que eu sonhava.” Nesta estrofe, o poeta faz uma reflexão sobre o que aconteceria após sua morte. Ele afirma que talvez alguém se enlouquecesse de amor por ele, e que as jovens que ele amou chorariam por sua morte. É interessante notar que o poeta mostra uma certa vaidade em relação a isso, como se sua morte pudesse inspirar um amor ainda maior.

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Conclusão

“Se eu morresse amanhã” é um poema que expressa a sensibilidade e a melancolia do jovem Alvares de Azevedo. Através do poema, o autor faz reflexões sobre a vida e a morte, mostrando-se preocupado com as pessoas que o cercam. É interessante notar que, apesar de ter uma visão inicialmente pessimista sobre a vida, o autor acaba concluindo que o amor é a única coisa que realmente importa. É uma obra que emociona e que nos faz refletir sobre a nossa própria existência.

FAQs

1. Quem foi Alvares de Azevedo?

Alvares de Azevedo foi um escritor brasileiro que viveu no século XIX. Ele é considerado um dos maiores representantes do Romantismo brasileiro, e suas obras são marcadas pela melancolia e pela sensibilidade.

2. O que significa a expressão “Lira dos Vinte Anos”?

“Lira dos Vinte Anos” é o título de um livro de poesias escrito por Alvares de Azevedo. A expressão significa que as poesias foram escritas pelo autor quando ele ainda era muito jovem, na casa dos vinte anos de idade.

3. Qual é a importância de “Se eu morresse amanhã” na obra de Alvares de Azevedo?

“Se eu morresse amanhã” é considerado um dos poemas mais importantes de Alvares de Azevedo, pois expressa de forma clara e emocionante a sensibilidade e a melancolia do autor. Além disso, o poema faz reflexões sobre a vida e a morte, temas que são recorrentes em toda a obra do escritor.

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Reza Herlambang

Eu sou um escritor profissional na área de educação há mais de 5 anos, escrevendo artigos sobre educação e ensino para crianças na escola.

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