Qual O Tema Do Fragmento Da Crônica Balas De Estalo?

Reza January 18, 2022
Regras para frequentadores de bondes. Machado de Assis, Balas de Estalo

Introdução

A crônica “Balas de Estalo” foi escrita por Rubem Braga e publicada originalmente no livro “Ai de ti, Copacabana” em 1960. O trecho em questão que será analisado neste texto é um fragmento dessa crônica.

O Fragmento

“O menino gostava muito de bala de estalo. Comprava sempre que podia, escondido do pai e da mãe, que achavam aquilo uma tolice. Mas o menino gostava muito de bala de estalo. Gostava de tirar a bala do papel, gostava de sentir o cheiro da pólvora, gostava de apertar a bolinha de vidro com os dentes e ouvir a explosão. Comprava as balas na mercearia, onde o dono, um português gordo e suado, as mantinha num vidro sobre o balcão. O menino ia lá, pedia dez centavos de bala de estalo e ficava feliz o dia inteiro. Às vezes, na escola, punham-no de castigo porque ele estalava as balas na sala de aula. Mas ele não resistia e estalava. Que prazer, que barulho, que cheiro! Até que um dia, estalando uma bala perto dos olhos, ficou cego de um olho. Cego para sempre. Nunca mais pôde ver a luz do sol com aquele olho que gostava tanto de ver o sol, as nuvens, as estrelas. O menino chorou muito, mas continuou a gostar de bala de estalo. Comprava escondido do pai e da mãe, que agora tinham ainda mais medo. Mas ele gostava de bala de estalo. E agora, mais do que nunca, porque a bala de estalo era a única coisa que lhe restava do olho perdido.”

Análise

O fragmento da crônica “Balas de Estalo” aborda o tema da inocência e irresponsabilidade infantil aliada ao perigo dos objetos que podem causar danos físicos e emocionais graves. O menino protagonista da história é descrito como sendo muito aficionado pelas balas de estalo, um doce típico que contém uma pequena quantidade de pólvora e uma bolinha de vidro que, quando mordida, faz um estalo. Apesar de seus pais acharem que as balas de estalo eram uma tolice, o menino não conseguia resistir a comprá-las, mesmo escondido. As balas de estalo eram uma espécie de tesouro para ele, e ele gostava de sentir o cheiro da pólvora, apertar a bolinha de vidro com os dentes e ouvir a explosão. No entanto, sua paixão pelas balas de estalo o levou a estalar uma bala perto do olho, o que o deixou cego para sempre em um dos olhos. O menino chorou muito, mas mesmo assim continuou a gostar de bala de estalo. E agora, mais do que nunca, porque a bala de estalo era a única coisa que lhe restava do olho perdido. A história do menino é um exemplo de como a inocência pode ser perigosa e como os pais devem estar atentos aos objetos que seus filhos têm acesso. A bala de estalo pode parecer inofensiva, mas pode facilmente causar lesões graves, como no caso do menino cego de um olho.

Conclusão

O fragmento da crônica “Balas de Estalo” aborda um tema muito importante e atual, que é a segurança das crianças em relação aos objetos que elas têm acesso. A história do menino cego de um olho serve como um alerta para os pais estarem sempre atentos aos brinquedos e doces que seus filhos têm acesso, pois muitas vezes o que parece ser inofensivo pode causar lesões graves.

FAQs

1. Quem é o autor da crônica “Balas de Estalo”?

O autor da crônica “Balas de Estalo” é Rubem Braga, um dos mais importantes cronistas brasileiros do século XX.

2. O que são balas de estalo?

Balas de estalo são um doce típico que contém uma pequena quantidade de pólvora e uma bolinha de vidro que, quando mordida, faz um estalo.

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3. Qual é a mensagem principal do fragmento da crônica “Balas de Estalo”?

A mensagem principal do fragmento da crônica “Balas de Estalo” é a importância dos pais estarem atentos aos objetos que seus filhos têm acesso, pois muitas vezes o que parece ser inofensivo pode causar lesões graves.

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Reza Herlambang

Eu sou um escritor profissional na área de educação há mais de 5 anos, escrevendo artigos sobre educação e ensino para crianças na escola.

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