Os Sapos De Manuel Bandeira

Reza December 26, 2021
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Introdução

Manuel Bandeira foi um dos principais poetas brasileiros do século XX. Nascido em Recife, em 1886, e falecido no Rio de Janeiro, em 1968, Bandeira deixou uma obra poética marcada pelo lirismo e pela simplicidade, ao mesmo tempo que abordava temas como a solidão, a morte, a infância e a natureza. Entre seus poemas mais conhecidos está “Os Sapos”, que foi escrito em 1918 e é uma crítica à poesia da época, marcada pelo parnasianismo e pelo simbolismo. Neste artigo, iremos analisar o poema “Os Sapos” de Manuel Bandeira, explorando sua estrutura, seu conteúdo e sua importância na poesia brasileira.

Desenvolvimento

Estrutura do poema

“Os Sapos” é um poema de Manuel Bandeira que se divide em duas partes. A primeira parte é composta por uma série de versos que seguem uma métrica e uma rima tradicionais, típicas do parnasianismo e do simbolismo. Já a segunda parte é marcada pela quebra da métrica e pela ausência de rima, o que indica uma ruptura com a poesia tradicional e uma busca por uma linguagem mais próxima do cotidiano.

A primeira parte do poema é composta por quatro estrofes de cinco versos cada uma, totalizando vinte versos. Cada estrofe segue a métrica pentassílabo-heptassílabo-heptassílabo-heptassílabo-pentassílabo, o que significa que o primeiro e o último verso possuem cinco sílabas poéticas, enquanto os demais possuem sete. Além disso, cada estrofe apresenta uma rima ababc, ou seja, os versos ímpares rimam entre si e os versos pares rimam entre si.

A segunda parte do poema é composta por uma única estrofe de nove versos, que não segue uma métrica ou uma rima específicas. Essa quebra da estrutura tradicional indica uma liberdade poética e uma busca por uma linguagem mais próxima do cotidiano, que não se preocupa com a forma, mas sim com o conteúdo.

Conteúdo do poema

“Os Sapos” é uma crítica à poesia da época, que era marcada pelo formalismo do parnasianismo e do simbolismo. Manuel Bandeira utiliza a figura dos sapos para representar os poetas da época, que se preocupavam mais com a forma do que com o conteúdo de suas obras. Os sapos são apresentados como uma figura grotesca e repugnante, que saltitam e pulam sem nenhum propósito, assim como os poetas que se preocupavam apenas com a forma de seus poemas.

Na primeira parte do poema, Manuel Bandeira utiliza uma linguagem rebuscada, típica da poesia da época, para descrever os sapos. Ele utiliza palavras como “gônima”, “límpida”, “diáfana” e “translúcida”, que não fazem sentido no contexto em que estão inseridas. Essa linguagem rebuscada é uma crítica à poesia da época, que utilizava palavras difíceis e pouco acessíveis para mostrar erudição e conhecimento.

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Já na segunda parte do poema, Manuel Bandeira utiliza uma linguagem mais simples e direta para apresentar sua crítica. Ele questiona a poesia da época e pergunta se “esses poetas são sapos”, ressaltando a falta de conteúdo e a preocupação apenas com a forma. Além disso, ele utiliza a figura dos sapos para representar a mediocridade e a falta de originalidade da poesia da época, que apenas repetia fórmulas e ideias já estabelecidas.

Importância do poema na poesia brasileira

“Os Sapos” é um poema importante na poesia brasileira por várias razões. Em primeiro lugar, ele representa uma crítica à poesia da época, que era marcada pelo formalismo e pela falta de originalidade. Manuel Bandeira busca uma linguagem mais próxima do cotidiano e uma poesia que tenha conteúdo, e não apenas forma.

Além disso, “Os Sapos” marca uma ruptura com a poesia tradicional e uma busca por uma linguagem mais livre e espontânea. A quebra da métrica e da rima na segunda parte do poema representa uma liberdade poética e uma busca por uma linguagem mais próxima do cotidiano.

Por fim, “Os Sapos” é um poema que influenciou muitos poetas brasileiros, que buscaram em Manuel Bandeira uma referência para uma poesia mais livre e espontânea. Seu lirismo e sua simplicidade são características marcantes da poesia de Bandeira, que se tornou um dos poetas mais importantes do século XX no Brasil.

Conclusão

Em resumo, “Os Sapos” de Manuel Bandeira é um poema marcante na poesia brasileira do século XX. Ele representa uma crítica à poesia da época, marcada pelo formalismo e pela falta de originalidade, e busca uma linguagem mais próxima do cotidiano e uma poesia que tenha conteúdo, e não apenas forma. Além disso, o poema marca uma ruptura com a poesia tradicional e uma busca por uma linguagem mais livre e espontânea. Por todas essas razões, “Os Sapos” é um poema que ainda hoje é lembrado e estudado na literatura brasileira.

FAQs

1. Qual é a estrutura de “Os Sapos”?

“Os Sapos” é um poema dividido em duas partes. A primeira parte é composta por quatro estrofes de cinco versos cada uma, totalizando vinte versos. Cada estrofe segue a métrica pentassílabo-heptassílabo-heptassílabo-heptassílabo-pentassílabo, e apresenta uma rima ababc. Já a segunda parte é composta por uma única estrofe de nove versos, que não segue uma métrica ou uma rima específicas.

2. Qual é o tema de “Os Sapos”?

“Os Sapos” é uma crítica à poesia da época, que era marcada pelo formalismo do parnasianismo e do simbolismo. Manuel Bandeira utiliza a figura dos sapos para representar os poetas da época, que se preocupavam mais com a forma do que com o conteúdo de suas obras.

3. Qual é a importância de “Os Sapos” na poesia brasileira?

“Os Sapos” é um poema importante na poesia brasileira por várias razões. Em primeiro lugar, ele representa uma crítica à poesia da época, que era marcada pelo formalismo e pela falta de originalidade. Além disso, o poema marca uma ruptura com a poesia tradicional e uma busca por uma linguagem mais livre e espontânea. Por fim, “Os Sapos” influenciou muitos poetas brasileiros, que buscaram em Manuel Bandeira uma referência para uma poesia mais livre e espontânea.

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Reza Herlambang

Eu sou um escritor profissional na área de educação há mais de 5 anos, escrevendo artigos sobre educação e ensino para crianças na escola.

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