Com Relação A Morfologia Da Epífise Proximal Do Fêmur

Reza March 29, 2022
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A epífise proximal do fêmur é a extremidade superior do osso da coxa, que se articula com a pélvis para formar a articulação do quadril. A morfologia da epífise proximal do fêmur é importante para a estabilidade e mobilidade da articulação do quadril, bem como para a biomecânica do membro inferior.

Anatomia da epífise proximal do fêmur

A epífise proximal do fêmur é composta por várias estruturas anatômicas, incluindo:

  • Cabeça do fêmur: a esfera arredondada na extremidade superior do osso da coxa que se encaixa na cavidade acetabular da pélvis para formar a articulação do quadril.
  • Colo do fêmur: a estreita porção de osso que une a cabeça do fêmur ao resto do osso da coxa.
  • Trocânter maior: uma protuberância óssea na lateral da epífise proximal do fêmur que serve como ponto de fixação para músculos do quadril e da coxa.
  • Trocânter menor: uma protuberância óssea na lateral da epífise proximal do fêmur, abaixo do trocânter maior, que também serve como ponto de fixação para músculos da coxa.
  • Fossa intertrocantérica: uma depressão entre os trocânteres maior e menor que serve como origem para músculos da coxa.

Morfologia da epífise proximal do fêmur

A morfologia da epífise proximal do fêmur é altamente variável entre indivíduos, mas existem algumas características gerais que podem ser observadas:

  • O ângulo do colo do fêmur em relação ao eixo longitudinal do osso (ângulo de inclinação do colo do fêmur) varia de cerca de 120 graus em recém-nascidos até cerca de 135 graus em adultos. Esse ângulo é importante para a estabilidade e a biomecânica da articulação do quadril.
  • O ângulo entre o colo do fêmur e a linha que conecta os trocânteres maior e menor (ângulo de anteversão femoral) varia de cerca de 10 graus em recém-nascidos até cerca de 20 graus em adultos. Esse ângulo é importante para a mobilidade da articulação do quadril.
  • O tamanho e a forma dos trocânteres maior e menor podem variar bastante entre indivíduos, afetando a força e a alavanca dos músculos que se prendem a essas protuberâncias ósseas.
  • A forma e a profundidade da cavidade acetabular da pélvis também podem variar entre indivíduos, o que pode afetar a estabilidade e a mobilidade da articulação do quadril.

Importância clínica da morfologia da epífise proximal do fêmur

A morfologia da epífise proximal do fêmur pode ter implicações clínicas importantes em diversas situações, incluindo:

  • Displasia do desenvolvimento do quadril: uma condição em que a articulação do quadril não se desenvolve adequadamente, levando a uma instabilidade e possível luxação da cabeça do fêmur. A displasia do desenvolvimento do quadril pode estar relacionada a anormalidades na morfologia da epífise proximal do fêmur, como um ângulo de anteversão femoral aumentado.
  • Artroplastia do quadril: uma cirurgia para substituir a articulação do quadril danificada por uma prótese artificial. A morfologia da epífise proximal do fêmur pode afetar a escolha do tipo e tamanho da prótese a ser utilizada.
  • Inserção de prótese de quadril: uma cirurgia para substituir apenas a cabeça do fêmur danificada por uma prótese. A morfologia da epífise proximal do fêmur pode afetar a escolha do tipo e tamanho da prótese a ser utilizada, bem como a técnica cirúrgica a ser empregada.
  • Anatomia patológica: certas condições patológicas, como a doença de Legg-Calvé-Perthes (uma condição em que o suprimento sanguíneo para a cabeça do fêmur é interrompido, levando a uma deformidade óssea), podem afetar a morfologia da epífise proximal do fêmur.

Conclusão

A morfologia da epífise proximal do fêmur é importante para a estabilidade e mobilidade da articulação do quadril, bem como para a biomecânica do membro inferior. A anatomia da epífise proximal do fêmur é altamente variável entre indivíduos, mas existem algumas características gerais que podem ser observadas. A morfologia da epífise proximal do fêmur pode ter implicações clínicas importantes em diversas situações, incluindo displasia do desenvolvimento do quadril, artroplastia do quadril, inserção de prótese de quadril e anatomia patológica.

FAQs

1. A morfologia da epífise proximal do fêmur é a mesma em todos os indivíduos?

Não, a morfologia da epífise proximal do fêmur pode variar bastante entre indivíduos, afetando a estabilidade e a mobilidade da articulação do quadril.

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2. Como a morfologia da epífise proximal do fêmur pode afetar a escolha da prótese utilizada em uma artroplastia do quadril?

A morfologia da epífise proximal do fêmur pode afetar a escolha do tipo e tamanho da prótese a ser utilizada, bem como a técnica cirúrgica a ser empregada. É importante que o cirurgião ortopédico avalie cuidadosamente a morfologia da epífise proximal do fêmur antes de decidir sobre o tipo de prótese a ser utilizada.

3. A displasia do desenvolvimento do quadril está relacionada a anormalidades na morfologia da epífise proximal do fêmur?

Sim, a displasia do desenvolvimento do quadril pode estar relacionada a anormalidades na morfologia da epífise proximal do fêmur, como um ângulo de anteversão femoral aumentado.

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Reza Herlambang

Eu sou um escritor profissional na área de educação há mais de 5 anos, escrevendo artigos sobre educação e ensino para crianças na escola.

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