Estudo Das Autoras Barros E Lehfeld Em 2007

Reza June 12, 2021
De acordo com Barros e Lehfeld (2007), se assumirmos o pressuposto de

O estudo realizado pelas autoras Barros e Lehfeld em 2007 teve como objetivo a análise das políticas públicas de saúde mental no Brasil, destacando a importância da Reforma Psiquiátrica para a mudança do modelo de atenção em saúde mental no país.

Reforma Psiquiátrica no Brasil

A Reforma Psiquiátrica no Brasil teve início na década de 1980 e se consolidou com a Lei 10.216/2001, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas com transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental no país.

Antes da Reforma, o modelo assistencial em saúde mental no Brasil era centrado em hospitais psiquiátricos, que tinham como principal objetivo o isolamento e a exclusão social das pessoas com transtornos mentais. Esses hospitais eram caracterizados por um tratamento desumano, com uso excessivo de medicações e práticas violentas, que muitas vezes resultavam em mortes, suicídios e outras formas de violência.

A Reforma Psiquiátrica propôs uma mudança radical no modelo assistencial em saúde mental no Brasil, com o objetivo de superar o modelo asilar e garantir a efetivação dos direitos humanos das pessoas com transtornos mentais. Essa mudança foi baseada em três pilares fundamentais: a desinstitucionalização, a atenção integral em saúde mental e a participação social.

Desinstitucionalização

A desinstitucionalização é um processo que visa a redução do número de leitos psiquiátricos em hospitais e a transferência dos pacientes para serviços de atenção comunitária em saúde mental. Essa estratégia tem como objetivo garantir a reintegração social das pessoas com transtornos mentais, por meio de um atendimento humanizado e respeitoso às suas necessidades e demandas.

Com a desinstitucionalização, os pacientes passaram a ter acesso a serviços de saúde mental mais próximos de suas casas, o que facilitou o acompanhamento e o tratamento. Além disso, as equipes de saúde mental passaram a trabalhar com a perspectiva de cuidado em liberdade, ou seja, sem a necessidade de internação em hospitais psiquiátricos.

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Atenção integral em saúde mental

A atenção integral em saúde mental é um modelo de atendimento que propõe a integralidade do cuidado, ou seja, ações de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação em saúde mental devem ser oferecidas de forma articulada e integrada.

Esse modelo de atendimento é baseado em uma abordagem multiprofissional e interdisciplinar, que envolve não apenas profissionais da área de saúde, mas também outros setores da sociedade, como educação, trabalho, cultura, lazer e assistência social.

Participação social

A participação social é um princípio fundamental da Reforma Psiquiátrica, que propõe a participação ativa das pessoas com transtornos mentais, seus familiares e a sociedade em geral na construção das políticas públicas em saúde mental.

A participação social é um processo democrático que visa a ampliação dos espaços de discussão e deliberação sobre as políticas públicas em saúde mental, garantindo a transparência, a efetividade e a participação da sociedade na construção de um modelo de atenção em saúde mental mais justo e humano.

Análise das políticas públicas de saúde mental no Brasil

No estudo realizado pelas autoras Barros e Lehfeld em 2007, foram analisadas as políticas públicas de saúde mental no Brasil, tendo como base os princípios da Reforma Psiquiátrica. A análise teve como objetivo avaliar a efetividade das políticas públicas em saúde mental na garantia dos direitos humanos das pessoas com transtornos mentais.

Os resultados da análise indicaram que, apesar dos avanços conquistados pela Reforma Psiquiátrica, ainda existem muitos desafios a serem enfrentados para garantir a implementação integral das políticas públicas em saúde mental no Brasil. Entre os principais desafios identificados pelas autoras estão:

  • A persistência do modelo hospitalocêntrico em saúde mental, que ainda é predominante no país;
  • A falta de investimentos em serviços de atenção comunitária em saúde mental, o que dificulta a desinstitucionalização;
  • A falta de integração entre os serviços de saúde mental e outros setores da sociedade, como educação, trabalho, cultura, lazer e assistência social;
  • A falta de participação social na construção das políticas públicas em saúde mental, o que limita a democracia e a transparência na gestão pública.

Conclusão

O estudo realizado pelas autoras Barros e Lehfeld em 2007 destacou a importância da Reforma Psiquiátrica para a mudança do modelo de atenção em saúde mental no Brasil. O estudo também apontou os principais desafios a serem enfrentados para garantir a implementação integral das políticas públicas em saúde mental no país.

Apesar dos avanços conquistados pela Reforma Psiquiátrica, ainda existe muito a ser feito para garantir a efetivação dos direitos humanos das pessoas com transtornos mentais. É necessário investir em serviços de atenção comunitária em saúde mental, ampliar a integração entre os serviços de saúde mental e outros setores da sociedade, e garantir a participação social na construção das políticas públicas em saúde mental.

FAQs

1. O que é a Reforma Psiquiátrica?

A Reforma Psiquiátrica é um movimento político e social que teve início na década de 1980 e propõe uma mudança radical no modelo assistencial em saúde mental no Brasil. A Reforma Psiquiátrica tem como objetivo superar o modelo asilar e garantir a efetivação dos direitos humanos das pessoas com transtornos mentais.

2. Quais são os pilares da Reforma Psiquiátrica?

Os pilares fundamentais da Reforma Psiquiátrica são a desinstitucionalização, a atenção integral em saúde mental e a participação social. A desinstitucionalização visa a redução do número de leitos psiquiátricos em hospitais e a transferência dos pacientes para serviços de atenção comunitária em saúde mental. A atenção integral em saúde mental propõe a integralidade do cuidado, ou seja, ações de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação em saúde mental devem ser oferecidas de forma articulada e integrada. A participação social propõe a participação ativa das pessoas com transtornos mentais, seus familiares e a sociedade em geral na construção das políticas públicas em saúde mental.

3. Quais são os principais desafios para a implementação das políticas públicas de saúde mental no Brasil?

Entre os principais desafios para a implementação das políticas públicas de saúde mental no Brasil estão a persistência do modelo hospitalocêntrico em saúde mental, a falta de investimentos em serviços de atenção comunitária em saúde mental, a falta de integração entre os serviços de saúde mental e outros setores da sociedade, como educação, trabalho, cultura, lazer e assistência social, e a falta de participação social na construção das políticas públicas em saúde mental.

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Reza Herlambang

Eu sou um escritor profissional na área de educação há mais de 5 anos, escrevendo artigos sobre educação e ensino para crianças na escola.

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